ETCO: Fiscalização frágil na tríplice fronteira facilita atividade de criminosos e terroristas

ETCO: Fiscalização frágil na tríplice fronteira facilita atividade de criminosos e terroristas

PR Newswire

SÃO PAULO, 18 de abril de 2018

SÃO PAULO, 18 de abril de 2018 /PRNewswire/ -- Apesar das recentes operações na Tríplice Fronteira comandadas pela Polícia Federal e Força Nacional, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal, o Ministério da Segurança Pública reconhece que é insuficiente o efetivo para o combate cotidiano aos crimes cometidos na região – tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e contrabando – especialmente de cigarro, produto mais contrabandeado do Paraguai para o Brasil: atualmente 67% de todo o contrabando que entra no Brasil é cigarro. A participação de mercado do tabaco ilegal no Brasil saltou de 28% em 2011 para 48% em 2017, o que causou uma evasão fiscal superior a R4 43 bilhões no período.

A fronteira do Brasil com o Paraguai em Foz tem um fluxo diário de cerca de 39 mil veículos na Ponte Internacional da Amizade nos dois sentidos, segundo pesquisa do Centro Universitário Dinâmica das Cataratas (UDC). Na fronteira com a Argentina o fluxo é de 8,5 mil veículos por dia, cruzando a Ponte Internacional da Fraternidade.

"A fiscalização cresceu, mas tem de aumentar ainda, aumentar muito mais. Falta o país entender que sem infraestrutura, o crime toma conta. E não adianta focar apenas em um local, quando aperta a fiscalização em Foz do Iguaçu, o crime migra, basta olhar os dados de Mato Grosso do Sul", diz Luciano Barros, presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf).

Para o americano Douglas Farah, presidente da IBI Consultants e consultor do governo americano para crimes transnacionais e combate ao financiamento de grupos armados pela corrupção e comércio ilegal, o Brasil e outros países do Cone Sul precisam enfrentar a relação cruzada entre grupos terroristas internacionais como o Hezbollah e organizações regionais como as FARC e o PCC. "Há evidências de que a conexão entre esses grupos na tríplice fronteira é uma realidade, e que as atividades criminosas como o contrabando e o tráfico de drogas também servem para financiar o terrorismo internacional", afirma.

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FONTE ETCO

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